Partido Político? Ãh?
Pensando bem, já faz um tempo que tento me envolver com alguma coisa onde pudesse ajudar o Brasil. É uma queda para o altruismo, talvez, ou simplesmente natural pelo fato que virei pai e penso mais em como será esse País no futuro. (A, sim, virei pai. Obrigado. Aliás, por isso que não escrevo nada desde que… que virei pai..).
Na faculdade, há 12 anos, entrei para o PFL Jovem. Foi uma experiência interessante. Me dizia liberalista, já lia Ayn Rand, já havia me elegido ao Diretóro Acadêmico. Achava que por alí pegaria um caminho que me levaria para perto dos que tomavam as decisões que formariam o futuro do País. Passei uns dois anos frequentando Brasília e conhecendo uma turma que pensava como eu. Alguns seguiram esse caminho, outros não. Eu não. Essa experiência serviu para me ensinar que por alí não se chegaria onde eu queria chegar. Logo conheci como era “o esquema”, e desisti. Passei a não acreditar no sistema político.
Por 12 anos eu repeti: Através da política não é possível promover as mudanças que nosso País tanto precisa, pois o próprio sistema político impede que as pessoas que pensam assim atinjam posições onde elas possam promover estas mudanças. Quanto mais eficaz a mudança, mais difícil de se chegar a um ponto onde se tem o poder e o descomprometimento político necessários para promovê-la.
E assim, conforme a vontade de melhorar o mundo ia me perseguindo, fui por sua vez perseguindo outras formas de promover estas mudanças. Não vou tornar este texto um resumo das minhas desilusões, mas posso certamente expor a conclusão: Esforços intelectuais para determinar o que está errado são desnecessários, pois o óbvio já seria o suficiente para melhorar muito a gestão pública. Fazer pressão, movimento, reclamar, esses esforços já são amplos na sociedade e surgem pouco efeito. E nem daria para concorrer com os reclamildos de carteirinha.
Então eu desisti. Virei pai e toquei a vida, tenho mais o que fazer. E olha que não foi por falta de oportunidade. Tenho amigos que encabeçam movimentos bem articulados e louváveis. Mas desisti. Simplesmente desisti, como muitos fazem. Conformismo.
E a vida continua quase que normalmente..
Até que meu sócio no escritório, o João, aparece com uma doença daquelas que ninguém gosta nem de falar o nome. Passamos um tempo difícil, preocupante. O cara é triatleta, já correu uns 10 Iron Mans. Se ele não sair dessa, quem sai? Enfim, você pensa de novo em tudo que já tinha pensado, com uma perspectiva diferente.
O João saiu dessa, e conversamos sobre varios temas, a galaxia, a origem dos planetas e até um pouco sobre política e o futuro desse País. E não é que o João também queria fazer algo pelo País fazia tempo? Ele também estava cansado de reclamar, e não queria participar de nenhum movimento.
Pois o João já tinha até pensado em apoiar candidatos existentes, tentar colocar gente séria e com experiência em gestão no governo. Mas ele também empacou ao sacar que o próprio sistema engolia esse tipo de gente.
Mas o João teve a idéia óbvia: Temos que começar do zero.
O racional: para melhorar a gestão pública, é necessário assumir cargos de gestão. Os cargos de gestão são em sua maioria eletivos. Então precisa participar de eleições. Para se eleger é preciso, entre outras coisas, um partido. Então, para começarmos do zero mesmo, precisamos fundar um partido.
(agora é aquele momento que você deixa a pessoa respirar e digerir um pouco o que você acabou de falar)…..
É isso mesmo, para começar todo o processo de forma completamente desvinculada, é necessário fundar um partido novo. O Partido Novo. Aí que começou toda a idéia…
Enfim, nos convencemos que a única forma de realmente começar algo novo, um movimento capaz de promover mudanças e atuar diretamente na administração pública, um sistema que desse suporte ao gestor antes e depois de ser eleito, que o habilitasse e o fortificasse para que ele pudesse performar enquanto gestor público, seria através da criação de um partido político – uma entidade civil com a habilidade especial de poder inscrever candidatos a cargos públicos.
Então o João, eu, e mais 179 pessoas fundamos no mês passado o Partido Novo. Simples assim? Nem tanto, é uma tarefa muito trabalhosa e cheia de desafios. Estamos só começando…
Conheça mais sobre o Partido Novo em www.novo.org.br